sábado, 30 de abril de 2011

Porque você encuca tanto como o que não é dito?!



Porque dizer, vira e mexe a gente diz da boca para fora

Mas esconder...

A gente sempre esconde por algum motivo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Prefiro que tenha sido como foi, pra pensar de vez e fazer mudar de ideia logo


foi como um tapa na cara!


mas eu já vinha vendo a mão se aproximando a algum tempo

Desatino

Eu de fato não sei escrever.
Tento Tento e as coisas não saem.
Só sai algo digno de publicação num papo, meu cérebro só funciona em um papo,
numa explicação, numa discussão, no silêncio com alguém, nunca sozinho.
Por isso frases soltas, pedaços de auras que se criaram em conversas, desatinos.
Que para o meu silêncio vou por aqui.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Somos todos prostitutos do próprio sistema que nos pariu

Pessoas interessantes...
Fizeram-me diversas vezes essa pergunta: O que você quer ser quando crescer?
Ouço sempre uma voz repetindo incansáveis vezes: - O que você quer ser quando crescer?
Pois bem, eu e a minha geração crescemos e somos, quase todos, operadores de telemarketing, vendedores, atendentes.
Ficamos horas enfurnados em centrais de atendimentos, em balcões de estabelecimentos, em lojas de shopping center...
Não somos os médicos, nem os jogadores de futebol, nem os artistas de cinema, nem os professores que prometemos que seriamos quando crescêssemos.
Uma geração que não escolhe e que tem que agarrar com unhas e dentes as oportunidades que aparecem.
É isso ou é o perigo de ganhar a vida de qualquer outro jeito.
Somos todos prostitutos do próprio sistema que nos pariu.
Vendemos nosso tempo e nossas mãos-de-obra a preço de miséria.
Temos que pagar caro para podermos ter um diploma de ensino superior, além dos impostos, é claro. As universidades públicas, aqui, não foram feitas para quem não teve dinheiro para estudar nas melhores escolas ou para freqüentar os melhores cursinhos.
O destino ou o futuro são coisas que me assustam: mais um usuário de droga/traficante, mais uma dona-de-casa/ mãe, mais um pai/alcoólatra, mais um filho/assassino... mais uma pessoa mentalmente perturbada.
Não sei se quero me render, de uma vez por todas, nessa sujeira.

Somos todos cegos

Ao passar do tempo eu vejo o que posso e o que não posso.
Somos pequenos e barulhentos demais.
E ao chegar ao fundo do poço
temos a oportunidade de paz.
Se toca
Me toca
Um abraço
Um laço
Tudo real demais.
Faça mal para a minha saúde
Seja o meu maior pesadelo
E esteja aqui quando eu acordar
Vou te procurar
Pegar no seu cabelo
E esperar que nada mude.
Eu sei que as guerras não vão parar
E que os deuses vão sempre insistir em existir
Eu não vou mais partir
Resolvi cantar.
Desafinando...
O que é que importa no fim das contas?
As contas a pagar?
Os pagamentos para contar?
Somos todos cegos
E quem tem olho é louco.

“Eles”

Eles são tolos
Mas são muitos.
Somos um exército de dois ou três sem sargento, sem capitão!
Temos obrigações a cumprir, horários para seguir, satisfação a dar.
Não podemos comer sozinhos, não podemos falar sozinhos, não devemos nunca cantar.
Repito: Sempre tem um deles que nos olha e que nos recrimina.
Quem são eles?
Não há mais uma única face.
“Eles” estão em todo mundo.
“Eles” estão em mim
“Eles” estão em você.
Virou tudo uma grande sujeira.
O Amor agora é um comércio e vive de barganha.
O que são Pais e Filhos? Nada além de uma canção da Legião?
É preciso força e acima de qualquer coisa coragem, muita coragem.
Dar sempre o próximo passo parece grande demais.
Somos todos falsos e aprendemos com “eles”.
Somos todos vigias, todos fiscais das boas condutas.
Ninguém mais pode tirar meleca do nariz, coçar o saco ou desatolar a calcinha do rego.
Há sempre alguém trabalhando para cuidar de tudo.

19/04/2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Absolutamente

Com quantos anos a gente vira velho?
Uma experiência, uma idéia, uma dor no joelho?
Com quantos anos a gente vira adulto?
O que faz a gente ser culto?


Damos novos passos
Convivemos com nossos fracassos
Contamos história
Guardamos tudo na memória

Prioridades
Liberdades
Oportunidades

Não sabemos se existirá o amanhã para nós mesmos
Andamos à toa e deixamos as coisas a esmo
E isso deveria fazer com que fossemos menos brutos
E menos absolutos

Vamos brindar a falta de coragem
Que isso não é nenhuma bobagem
Vamos comemorar a ignorância
Independente das circunstâncias.