sábado, 18 de dezembro de 2010

Somos todos prostitutos do próprio sistema que nos pariu

Pessoas interessantes...
Fizeram-me diversas vezes essa pergunta: O que você quer ser quando crescer?
Ouço sempre uma voz repetindo incansáveis vezes: - O que você quer ser quando crescer?
Pois bem, eu e a minha geração crescemos e somos, quase todos, operadores de telemarketing, vendedores, atendentes.
Ficamos horas enfurnados em centrais de atendimentos, em balcões de estabelecimentos, em lojas de shopping center...
Não somos os médicos, nem os jogadores de futebol, nem os artistas de cinema, nem os professores que prometemos que seriamos quando crescêssemos.
Uma geração que não escolhe e que tem que agarrar com unhas e dentes as oportunidades que aparecem.
É isso ou é o perigo de ganhar a vida de qualquer outro jeito.
Somos todos prostitutos do próprio sistema que nos pariu.
Vendemos nosso tempo e nossas mãos-de-obra a preço de miséria.
Temos que pagar caro para podermos ter um diploma de ensino superior, além dos impostos, é claro. As universidades públicas, aqui, não foram feitas para quem não teve dinheiro para estudar nas melhores escolas ou para freqüentar os melhores cursinhos.
O destino ou o futuro são coisas que me assustam: mais um usuário de droga/traficante, mais uma dona-de-casa/ mãe, mais um pai/alcoólatra, mais um filho/assassino... mais uma pessoa mentalmente perturbada.
Não sei se quero me render, de uma vez por todas, nessa sujeira.

Somos todos cegos

Ao passar do tempo eu vejo o que posso e o que não posso.
Somos pequenos e barulhentos demais.
E ao chegar ao fundo do poço
temos a oportunidade de paz.
Se toca
Me toca
Um abraço
Um laço
Tudo real demais.
Faça mal para a minha saúde
Seja o meu maior pesadelo
E esteja aqui quando eu acordar
Vou te procurar
Pegar no seu cabelo
E esperar que nada mude.
Eu sei que as guerras não vão parar
E que os deuses vão sempre insistir em existir
Eu não vou mais partir
Resolvi cantar.
Desafinando...
O que é que importa no fim das contas?
As contas a pagar?
Os pagamentos para contar?
Somos todos cegos
E quem tem olho é louco.

“Eles”

Eles são tolos
Mas são muitos.
Somos um exército de dois ou três sem sargento, sem capitão!
Temos obrigações a cumprir, horários para seguir, satisfação a dar.
Não podemos comer sozinhos, não podemos falar sozinhos, não devemos nunca cantar.
Repito: Sempre tem um deles que nos olha e que nos recrimina.
Quem são eles?
Não há mais uma única face.
“Eles” estão em todo mundo.
“Eles” estão em mim
“Eles” estão em você.
Virou tudo uma grande sujeira.
O Amor agora é um comércio e vive de barganha.
O que são Pais e Filhos? Nada além de uma canção da Legião?
É preciso força e acima de qualquer coisa coragem, muita coragem.
Dar sempre o próximo passo parece grande demais.
Somos todos falsos e aprendemos com “eles”.
Somos todos vigias, todos fiscais das boas condutas.
Ninguém mais pode tirar meleca do nariz, coçar o saco ou desatolar a calcinha do rego.
Há sempre alguém trabalhando para cuidar de tudo.

19/04/2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Absolutamente

Com quantos anos a gente vira velho?
Uma experiência, uma idéia, uma dor no joelho?
Com quantos anos a gente vira adulto?
O que faz a gente ser culto?


Damos novos passos
Convivemos com nossos fracassos
Contamos história
Guardamos tudo na memória

Prioridades
Liberdades
Oportunidades

Não sabemos se existirá o amanhã para nós mesmos
Andamos à toa e deixamos as coisas a esmo
E isso deveria fazer com que fossemos menos brutos
E menos absolutos

Vamos brindar a falta de coragem
Que isso não é nenhuma bobagem
Vamos comemorar a ignorância
Independente das circunstâncias.


I don't know

I want to know if the world is of truth.
Is the world an illusion?
I realize how we enjoy our youth.
In my opinion it's all fiction

I don't need you and of your certainties.
But, you do me good.
We commit some atrocities
But, I understood.

My thought is slow!
But, the ideas of everyone around me too.
Hackneyed sentence, I know…
But, I love you!

Don't die!
Don't drink!
Don't cry!
Don't think!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

"O outro"

Vou falar o quanto você é vunerável e manipulável!
Vou falar pra você as coisas que ninguém mais diz!
Escolhi que quero morrer por hoje.
Esta noite!
E depois vou voltar mais forte.
Vou cravar mais vezes a faca nas suas costas.
Farei o que for possível para te tirar da armadilha que te levaram.
O que vou fazer por você não é por que eu acho que não tem capacidade de fazer só.
Só acredito que ainda não conseguiu abrir os olhos.
Sempre parece tudo muito loucura
Tudo muito sem sentido
Tudo muito sem gramática.

Parece sempre que o louco é o outro.
Que o doente é o outro.
Que o cego é o outro.
Você pode ser o “outro” de muita gente!
É tudo uma grande bobagem
Ou a gente faz ser
Para suportar mais uma semana cercada de pessoas populares e saudáveis!
É só uma tomada de decisão:
Deixar ou não que as pessoas decidam, mesmo que indiretamente, o que será da sua vida!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Diálogo Primeiro

A – “Sabe às vezes a gente faz coisas sem pensar, umas coisas estranhas:
Beber, mudar de nome, viajar para um lugar desconhecido, faltar uma semana no serviço, dar o telefone para um desconhecido, assistir um filme de terror, acreditar em Deus, acreditar na ciência, acreditar no ser humano, atravessar a rua, levantar da cama, ficar o dia todo de pijama, esperar alguém ligar, chorar sozinho,
rir acompanhado, fumar um cigarro, ouvir uma música japonesa, assistir um filme a prestação, ligar para um amigo bobão, tomar mais um "não", aprender uma outra língua, dormir numa balada”

B - é seu?
A - é!
B - muito bom
to ficando impressionada
ñ q já ñ tivesse

A -
\\o
Como vc tah?
Tenho saudade de vc

B - Eu Tb tenho saudades suas
eu to indo
ñ nos dias melhores
mas já me acostumando q talvez os melhores dias ñ venham mais

A - algo grave?

B - a vida
é algo grave

A - concordo
E como concordo...